Por causa da obesidade, a artesã conta que quase não consegue levantar
da cama para fazer as necessidades básicas do dia a dia. Ela evita
levantar da cama por causa das dores nas costas e passa os dias deitada.
— Pra eu me levantar, só com ajuda de alguém pra ir no banheiro e, mesmo
assim, com muita dor. Até a minha própria médica passou um remédio, que
não era para eu ficar com infecção urinária, porque eu seguro o xixi.
A mulher confessa que toma banho sentada no vaso sanitário e, às vezes, chega fazer a higiene pessoal deitada na cama.
— Eu não consigo levantar direto. Eu preciso de alguém que me ajude, geralmente, eu não posso ficar sozinha.
A obesidade descoberta há três anos também trouxe outro problema: a
depressão. A impossibilidade de realizar atividades simples entristece
uma pessoa que sempre foi ativa.
A dificuldade para se levantar fez a artesã abandonar o tratamento desde outubro, pois não consegue ficar muito tempo em pé.
A filha da mulher chegou a pedir ajuda nas redes sociais. A jovem espera
que a mãe possa continuar o tratamento e viver com mais qualidades de
vida.
A jovem decidiu contar tudo em uma rede social e solidariedade das
pessoas impressionou. A filha conta que, após o apelo, está recebendo
ajuda com medicação, depósito em dinheiro, frutas e verduras, pagamento
de conta de água e luz. A família tem apenas uma fonte de renda.
A filha deixou o emprego e se dedica integralmente aos cuidados com a mãe.
— Meu projeto é só voltar a trabalhar quando ela estiver boa.
A cirurgia bariátrica pode salvar a vida de Eliana. Com a esperança de
conseguir o procedimento cirúrgico, a filha revela os planos para o
futuro da mãe.
— Eu deixei de usar 44, mas ela disse que era pra eu guardar [saias],
porque é o número que ela vai usar. É o número que ela vai vestir depois
dessa cirurgia.

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